TRÊS MANEIRAS DE FAZER A COMUNICAÇÃO MAIS APETITOSA

07/09/2016 § Deixe um comentário

Este texto é uma tradução livre do publicado na revista Inc pela Galeria das Letras.

Não sobrecarregue seu público com muita informação

Qual é a coisa mais efetiva que você pode fazer para melhorar a sua comunicação? Prepare sua mensagem para que possa ser consumida rápida e facilmente por sua audiência. Afinal, nós somos a sociedade do fast-food, imediatista.

Foto: reprodução (fonte: http://revistasaboresdosul.com.br/)

Cena da animação Ratatouille, da Pixar, que conta a história de um ratinho cozinheiro (Foto: reprodução/fonte: revistasaboresdosul.com.br/)

O alimento é cada vez mais servido em pequenas porções. Procuramos por petiscos e aqueles lanchinhos da tarde que encontramos nos supermercados estão cada vez menores, explica James Russo, vice-presidente de soluções globais para consumidores da Nielsen (especialista em pesquisas). “Estamos nos habituando a lanches e petiscos à medida que nos afastamos do horário tradicional das refeições. Aqui duas tendências convergem: quando se trata de lanches, os consumidores querem tanto opções saudáveis como também opções que fogem da dieta”.

Informações são processadas no percurso. Mais da metade dos e-mails são lidos em dispositivos móveis, como celulares. Tendemos a consumir notícias, vídeos, fotos e tudo mais em pequenas telas, sem estar sentado numa cadeira, mas sim em pé, andando ou até correndo.

Até mesmo os games diminuíram de tamanho. Como reportou o “Wall Street Jornal”, os produtores de jogos têm compactado os produtos e agilizado o tempo para completar um jogo (Trinta minutos? Ninguém tem tempo para isso).  O consultor da indústria de brinquedos Richard Gottlieb, de Nova York, afirmou ao jornal: “A gente petisca um monte de coisas na vida. É o ritmo de nossa era”.

Mesmo pequena, uma porção pode conter todos os ingredientes necessários

Pequena porção. Todos os ingredientes

Neste contexto, o que significa comunicar para clientes, funcionários e todos em geral? Aqui estão três sugestões:

  1. Mantenha curto. Cinquenta palavras são melhores que cem. Tuitar é melhor que escrever um ensaio.
  2. Foque no ponto central da questão. Decida o principal ponto que as pessoas precisam saber e enfatize esse ponto acima de tudo.
  3. Seja sintético. Ler faz parte do passado. Seu público quer bater o olho em sua mensagem e imediatamente pegar o ponto. Isso significa transmitir visualmente a mensagem e escolher cuidadosamente as palavras mais impactantes.

Sua audiência não tem o apetite para um banquete de informações. Então dê a ela um aperitivo – ou apenas uma mordida –, no lugar.

*O texto foi escrito por Alison Davis, fundadora e CEO da Davis & Company, e não representa a opinião da revista.

COMENTÁRIO DA GALERIA:

É evidente e incontestável a maneira de consumir informações do homem moderno, rápida e imediata, acompanhando a cultura do aqui e agora. Consumimos mais notícias em drops, num clique e numa passada de olhos.

Embora o assessor ou o produtor de conteúdo tenha de se adequar aos novos tempos e reduzir o tamanho da porção de informações oferecida, é essencial ter sempre em mãos o menu completo.

Se o público ou um jornalista são clientes de um restaurante e o garçom é o assessor da casa, por exemplo, faz-se necessário que esse garçom conheça bem o cardápio do chef – ingredientes, forma de cocção dos pratos, temperos, se é servido frio ou quente, tempo de preparo, tamanho da porção, a cartela de vinhos, a origem dos vinhos, entre outras coisas.

Um bom garçom observa o restaurante e o público que o frequenta. Conversa com o gerente e tira dúvidas pertinentes. Estuda o cardápio, é curioso e interessado, preocupado em ter em mãos o material necessário para exercer sua função adequadamente. Afinal, pode ser que o cliente apenas queira uma bruschetta e uma taça de vinho tinto, mas também é possível que ele tenha vontade de completar a refeição e ainda queira cumprimentar o chef. Pessoas não são totalmente previsíveis, por isso é importante estar cercado de informações.

O mesmo ocorre no campo da comunicação social (e também em todos os aspectos de nossas vidas, se pararmos para pensar bem!). Muitos jornalistas de grandes veículos de comunicação recebem centenas de e-mails diariamente. Nesse caso, síntese e palavras-chave são essenciais para falar com eles. Por outro lado, se esses mesmos jornalistas surgem interessados por uma pauta, correndo contra o tempo, e encontram um assessor ou comunicador desprevenido e carente de informações, pode-se perder a pauta por falta de tempo para apuração. Lembrando que “não sei” ou “acho que sim” são como comida queimada; não valem. O ideal é ter todos os dados necessários para pauta e entrevista em mãos. Tudo devidamente checado e revisado.

Somente conhecendo bem todo o cardápio e os ingredientes é possível promover um banquete esplêndido. Por isso apure e tenha sempre as informações que precisa com você, mesmo que não vá utilizá-las.

 

*Fonte do Gif: http://imgur.com/4639Pom

 

 

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